O som à prova de bala

Em primeiro plano, uma sucessão de tônicas em que tudo é moderado. Em plano distante, impulsões de massa complexa agregam-se em notas de grão espesso e ataque abrupto, com durações assimétricas, em movimento nos campos das intensidades e das alturas.

Gustavo Lopes: o MC Orelha

Quando enxergo alguém como bandido, posso não saber detalhes, mas conheço a trajetória: foi vapor, foi gerente, teve seu sofrimento. Eu o respeito como bandido.

Funk Carioca and Música Soul

Samba rose from outlawry in the 1930s to become an icon of Brazilian unity, offering the black and the poor symbolic compensation for material exploitation. Since the 1960s, however, some have found in African-American soul and funk an antidote to the ideology of subaltern integration.

O Estado não faz nada por ninguém

A gente vive numa ditadura capitalista, porque só se mudaram as fardas. Tiraram as fardas e colocaram os paletós e as gravatas. Mas continua a mesma coisa.

Aforismos e Máximas do DJ Byano

Quem nunca passou por baixo da lâmpada acesa de um poste e ela se apagou na hora, não sabe o que é sentir-se o Senhor das Trevas.

The boy from Ititioca: MC Orelha

Ele sabe que o funk não transpõe bem a fronteira de classes. Sente-se pessoalmente discriminado em seu dia a dia e, por essa razão, não grava DVDs. O funk do qual ele gosta não toca no rádio, mas Gustavo Lopes não parece preocupar-se com isso.

Justiça e cultura: Funk proibido

Uma história do funk proibido, um resumo da legislação da Alerj, e o episódio da prisão ilegal dos MCs Frank, Max, Tikão, Dido e Smith em dezembro de 2010, detalhando a ordem de Habeas Corpus através da qual eles receberam seus alvarás de soltura.

Vida bandida na Chatuba

Acompanhado pelo DJ Byano e o Chatubão Digital, o MC Smith canta “Vida bandida” no baile da Chatuba em 2009, homenageando o trigésimo terceiro aniversário de Fabiano Atanazio da Silva.

William da Silva Lima na escuta

Para os que vivem em liberdade, a visão é o sentido mais importante. Para nós, é a audição.

Mora na filosofia: Putaria é lixo

Em “A nova moral do funk”, a argumentação de Marcia Tiburi gira em torno de um erro semântico. O que ela designa como Proibidão corresponde ao subgênero de funk carioca cuja denominação correta é Putaria. É possível que aquilo de que ela fala nem mesmo exista.